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ANIPLA E GROQUIFAR LANÇAM
CAMPANHA CONTRA A COMERCIALIZAÇÃO E USO DE
PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS ILEGAIS
O comércio dos produtos
fitofarmacêuticos ilegais é um problema que tem
vindo a aumentar substancialmente em vários
países da Europa, com uma crescente colocação
deste tipo de produtos no mercado (por vezes com
venda directa ao agricultor).A comercialização e
uso de produtos ilegais e de
contrafacção/falsificação podem provocar grandes
prejuízos nas culturas, com graves consequências
para a saúde dos seus utilizadores, dos
consumidores e do Ambiente.
E Portugal não é excepção...
Em Portugal assistimos ao
comércio e uso de produtos fitofarmacêuticos
ilegais, com graves consequências ao nível da
sua comercialização, e
da produção agrícola nacional.
O uso de produtos ilegais é uma
actividade ilícita e punível com elevadas
coimas, que põe em causa a Segurança Alimentar,
a Indústria e viabilidade comercial dos
Agricultores e Distribuidores nacionais.
Os agricultores portugueses que
utilizam produtos ilegais correm sérios riscos
de afectar as suas culturas, por via da ausência
de estudos e testes capazes de garantir a sua
adequação e eficácia, e inviabilizar a
comercialização dos seus produtos agrícolas, na
eventual detecção de resíduos não autorizados.
Com o objectivo de informar,
despertar consciências e reduzir
substancialmente a prática desta
actividade perigosa e ilegal, a ANIPLA e
a GROQUIFAR, á semelhança do que tem acontecido
noutros países europeus, lançaram uma campanha
contra a comercialização e uso de produtos
fitofarmacêuticos ilegais em Portugal e apelam a
todos os intervenientes na vida agrícola
nacional, uma maior vigilância e uma colaboração
activa na denúncia desta actividade extremamente
prejudicial para a agricultura portuguesa.
Neste âmbito foram produzidos
folhetos informativos e cartazes alusivos
à campanha, cujo download poderá ser efectuado
aqui:

Cartaz
Folheto
COMO IDENTIFICAR OS PRODUTOS
FITOFARMACÊUTICOS ILEGAIS?
Produtos que não se encontram
registados/homologados em Portugal:
O rótulo do produto não se
encontra em português;
O rótulo do produto encontra-se
em português mas sem o número de AV –Autorização
de Venda ou APV – Autorização Provisória de
Venda.
Produtos
contrafeitos/falsificados:
Produtos
cujo conteúdo foi adulterado, através da
violação da embalagem, ou cuja constituição
contém substâncias activas ou coadjuvantes
de fraca qualidade e cuja utilização poderá
danificar as culturas e ter efeitos adversos
para o aplicador, consumidor e ambiente.
RISCOS DA COMERCIALIZAÇÃO E USO
DE
PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS
ILEGAIS
-
Utilizador
– Os produtos ilegais não são
sujeitos a testes oficiais, tais como o
controlo de qualidade e garantia de
composição, capazes de garantir a sua
segurança para o utilizador. Não são
definidos os Limites Máximos de Resíduos, o
Equipamento de Protecção Individual a
utilizar e mais grave ainda, não são dadas
orientações ao Centro Anti-Venenos para o
caso de ocorrer alguma intoxicação com
produtos ilegais, ficando o utilizador
sujeito aos seus efeitos; Danos nas
culturas, causando prejuízos e
inviabilizando a comercialização dos
produtos agrícolas.
-
Distribuidor
– A comercialização de produtos ilegais
traduz-se numa infracção à lei do comércio,
desrespeito pela prática da venda
responsável, descredibilizando o
distribuidor por mau aconselhamento. Pode
originar a aplicação de elevadas coimas e
ainda ao encerramento temporário ou
definitivo da actividade de distribuição.
Co-responsabilidade em eventuais danos
colectivos causados por esta actividade.
-
Consumidores
– Devido à ausência dos testes exigidos por
lei, os produtos ilegais não têm definido o
intervalo de segurança (intervalo entre a
aplicação do produto e a colheita da
cultura), podendo verificar-se contaminação
dos produtos agrícolas, o que se traduz em
sérios riscos para o consumidor.
-
Cultura
– Ineficácia do produto pela utilização de
substâncias activas ou coadjuvantes não
homologados; Danos na cultura por não ser
conhecido o modo de funcionamento do
produto; Inviabilização da rotação de
culturas pela degradação do solo; Riscos de
presença de resíduos ilegais nos produtos
agrícolas, com graves consequências na
comercialização da produção agrícola;
Ausência de certificação necessária para
exportação ou para abastecer grandes cadeias
comerciais.
-
Ambiente
– A utilização de produtos
fitofarmacêuticos ilegais pode provocar a
contaminação dos solos e da água. Não se
encontram inseridos no Sistema de Recolha de
Resíduos de Embalagens – VALORFITO.
-
Económicos
– Aplicação de elevadas coimas, previstas na
legislação nacional. Co-responsabilização de
eventuais danos ambientais e económicos
causados pela actividade.
COMO AGIR?
Todos os intervenientes na
actividade agrícola nacional devem contribuir
para que a Agricultura portuguesa seja uma
actividade segura, profissional e produtiva.
O conhecimento ou a detecção de
alguma actividade ilegal deverá ser comunicada
de imediato às autoridades competentes.
Em Portugal, a ASAE -
Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, é
a entidade responsável pela fiscalização da
actividade de comercialização ilegal de produtos
fitofarmacêuticos.
Qualquer denúncia poderá ser
anónima e deverá ser efectuada directamente à
ASAE através:
FORMULÁRIO
em
www.asae.pt
OU
TELEFONE
– 21 3119800 (2º a 6ª das 9h às 17h30); 21
7983600 (2ª a 6ª das 17h30 às 23h e sábado das
10h às13h e das 14h às 18h)
OU
EMAIL
–
correio.asae@asae.pt
DIGA NÃO
AOS PRODUTOS ILEGAIS
COLABORE NA SUA DENÚNCIA
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